"Há verdadeiramente duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber; em crer que se sabe reside a ignorância."
Hipócrates
 
 
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Divórcio
   


De acordo com o Espiritismo, o divórcio é algo que deve ser ao máximo evitado, “nunca estimulado ou facilitado, uma vez que não existem na Terra uniões conjugais, legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum.
Mal saídos do regime poligâmico, os homens e mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões anima­lizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificulda­des da tarefa a que foram chamados, costumam de­sertar dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores. E com isso exercem viciosa tirania sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira mutilados ou doentes, necessitados ou ignorantes, após explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam pelas aventuras do homicídio e do suicídio espetaculares, com a fuga voluntária de obrigações preciosas.
É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça regulamentos severos a benefício dos nossos irmãos contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo próprios, a benefício deles, para que se não agreguem a maior desgoverno, e a benefício de si mesma, a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade da família ainda são plenamente desconhecidos.” – trecho de Evolução em Dois Mundos.

O casamento é um compromisso firmado entre duas pessoas e deve ser honrado. Se os homens pautassem sua conduta na lei do amor e da caridade, não mais seriam necessários os divórcios. As uniões edificadas sobre bases de conveniências materiais não mais tomariam lugar na sociedade. Além disso, para todos os problemas que surgissem, haveria os elementos compreensão, paciência e abnegação a reforçar o compromisso assumido, não dando lugar a fugas deste.
“Entretanto, é imprescindível que o sentimento de humanidade interfira nos casos especiais, em que o divórcio é o mal menor que possa surgir entre os grandes males pendentes sobre a fronte do casal, sabendo-se, porém, que os devedores de hoje voltarão amanhã ao acerto das próprias contas” – trecho de Evolução em Dois Mundos.

O Espiritismo não condena o divórcio, mas sim, aconselha sobre a importância de não se tomar parte no uso desse artifício. A resignação e a abnegação são sempre bem vistas aos olhos de Deus. E quais casamentos essas duas palavras não poderiam salvar?
O amor já não mais existe? Foi uma união realizada de forma precipitada?
Um compromisso assumido sempre é dívida, devendo ser cumprido. Muitos são os problemas que o homem pode enfrentar. Nenhum problema há que seja desesperador, insolúvel ou grande o bastante para aquele que tem fé em Deus, resignando-se às provações ou expiações que enfrenta no transcurso de sua vida, sabendo o que o aguarda quando, deixando a carne, adentrar o mundo espiritual com a consciência tranquila de quem honrou seus deveres no sentimento de caridade e resignação.

     
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