Assim como o suicídio e o aborto, a pena de morte é condenada pela doutrina espírita. Todos os três vão contra a lei natural das coisas (a lei de Deus). Somente a Ele cabe decidir o momento em que se finda uma vida humana, não podendo homem algum tentar se colocar em Sua posição, decidindo que outro deva morrer.
Jesus Cristo corrigiu a lei do olho-por-olho, dente-por-dente, trocando-a pelo amor aos próprios inimigos e pelo perdão ao próximo. Perdoando e amando, a ninguém se mata. Tal pena obtusa de algumas sociedades humanas contraria totalmente a moral cristã, não sendo assim, algo aceitável dentro do Espiritismo.
Há, no entanto, os que vêem na pena de morte algo indispensável, uma medida necessária de segurança, de proteção à sociedade contra elementos nocivos a ela: assassinos ou qualquer outra natureza de criminosos. Uma questão de O Livro dos Espíritos nos esclarece esse ponto: |
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A pena de morte de modo algum deve ser encarada como algo necessário, mesmo frente aos abusos de violência da sociedade atual. "Necessidade não é o termo. O homem julga necessária uma coisa, sempre que não descobre outra melhor. À proporção que se instrui, vai compreendendo melhormente o que é justo e o que é injusto e repudia os excessos cometidos, nos tempos de ignorância, em nome da justiça. (...) Assim é que o que pareceu justo, numa época, parece bárbaro em outra. Só as leis divinas são eternas; as humanas mudam com o progresso e continuarão a mudar, até que tenham sido postas de acordo com aquelas.” - O Livro dos Espíritos. |
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